Em modo zombie.

É neste estado (zombie) que vos escrevo, pela primeira vez em três meses, uma nova publicação. Parece que toda uma vida se meteu pelo meio. O tempo voou e eu assim o permiti sem sequer notar (!). Em Março estaria certamente em casa, senão a trabalhar, a assistir a mais um episódio de You!. Achava eu que andava muito ocupada e cansada! Sentar-me no sofá era uma necessidade para relaxar o corpo e a mente, embrenhando-me numa nova história. Recordo-me de estar ansiosa por umas merecidas férias. E assim fui. Fui para França, de lá parti numa viagem de carro até Praga, cidade esta que adorei e com a qual me encantei a filmar cada detalhe e a descobrir os traços da sua maravilhosa história. Acontece que antes de tudo isso enviei o currículo para iniciar funções num outro local de trabalho. Mais um.
Que doida! Desde então que ando sem tempo para pouco mais. Como se não bastasse, e porque eu não sei estar quieta (facto!), convenci o meu moço a mudarmos de casa. Procurámos e lá encontrámos a casa, onde me dá gosto viver, apesar de serem mais as horas que passo nos meus dois locais de trabalho do que em casa. Há cerca de duas semanas que nos mudámos oficialmente. Retirar as poucas coisas que tínhamos por entre folgas (raras!) de um pequeno T1 num 13º andar, em dia de chuva, não foi tarefa fácil (!), muito menos montar toda uma nova casa. Valha-me a loja nórdica que ninguém sabe ao certo pronunciar o nome e a ajuda dos meus pais que arregaçaram as suas mangas durante as férias por cá e nos ajudaram a trazer as milhentas caixas numa carrinha que alugámos por um dia.
Foi, no mínimo, uma aventura; ora pela burocracia envolvida, sendo que ainda tenho parte dela pendente, ora pelo tempo escasso. Não fosse ter o companheiro mais compreensivo do mundo e seria um pesadelo!

À parte disso, o blogue foi ficando mais uma vez ao abandono por muito que me apetecesse partilhar as novidades e tivesse prometido vídeos com a dita viagem. Cheguei até a editar uma pequena sequela durante os turnos à noite, quando assim me era possível. O cansaço falou inevitavelmente mais alto e passei a viver para o trabalho, para dormir e comer, a ter uns segundos para cozinhar. Caso contrário, aquelas motinhas que por aí andam salvam-me o dia. Mas, não me orgulho deste fosso em que mergulhei, deixando de lado tudo o que sempre me caracterizou: comunicar, escrever e fotografar são parte de quem eu sou. Por isso, tentarei remar contra a maré, em prol da minha verdadeira essência, de modo a saborear a mudança que se fez chegar à minha vida e quem sabe voltar a estar presente por aqui!
O meu caderno de apontamentos nunca esteve tão recheado de ideias! Ao que parece, Ju Vibes também irá mudar de endereço!