Vamos ter um cão. Da decisão ao planeamento.

Este meu regresso está repleto de novidades. Muitas coisas mudaram em um ano e muitas outras mudanças se avizinham em breve. Uma delas é a mais aguardada de sempre. Vamos ter um cão! Mais precisamente um pequeno Cavalier King Charles Spaniel.

Foram meses de espera, depois de outros tantos a considerar os prós e contras de adquirir um cachorro. O sonho de menina vê-se agora prestes a ganhar forma. Sempre desejei ter um cão como animal de estimação, especialmente durante a minha pré-adolescência. Mas os meus pais não concordavam com essa possibilidade, apesar da minha insistência e responsabilidade. Lá me conformei.
Quinze anos depois o desejo materializou-se. Antes da tomada de decisão, passei dias a fio a pesquisar sobre os prós e contras de ter um cão, os gastos associados, a opção por adoptar ou a de proteger uma raça, qual a que se adaptaria melhor ao nosso estilo de vida, etc. Foi um sem fim de pesquisas que me levaram a namorar uma raça em específico – os tão dóceis Cavaliers.
Por muito tempo senti uma certa estranheza por considerar a possibilidade de comprar ao invés de adoptar um cão (…). Ir a um canil e escolher um cão parecia ser a escolha mais acertada. E, depois de muito ler sobre a matéria, acredito que seja igualmente importante defender raças, que caso contrário seriam extintas. E que triste seria o mundo sem Cavaliers, certo?

A escolha por um Cavalier King Charles Spaniel

O olhar amoroso e pedinchão é um quebra-corações, a que muitos não conseguem resistir (eu incluída). Mas, o seu verdadeiro encanto está no seu temperamento calmo, perfeito para a vida num apartamento, junto da família. É um companheiro de sofá, que nos segue por toda a casa.
Silencioso e carente, apega-se de tal forma ao seu dono que tende a sofrer por separação, o que poderia ser um problema para muitos. Uma vez que cá em casa temos os horários de trabalho desfasados, há sempre alguém por perto, ainda que sozinho.
Sendo também ele um Spaniel, é conhecido por adorar espaços livres e ser um brincalhão cheio de energia. Tanto nos acompanha numa jornada de Netflix como numa caminhada pela montanha, o que faz dele o companheiro ideal – razão número um pela qual decidimos ter um cão.

A procura por um criador de confiança

Encantados com a possibilidade de ter um Cavalier, procurámos por criadores creditados e responsáveis, o que não foi fácil. Muitos deles não nos transmitiram confiança. Há muitos criadores de fundo de quintal e outros tantos que transformaram a criação num autêntico negócio.
Alguns deles são até bem conhecidos no meio. Depois de algumas visitas ficámos com a impressão de que levaria mais tempo até encontrarmos um criador tão apaixonado pela raça como nós. Sabíamos que a comprar um cão, porque afinal é disso que se trata, teria que ser uma escolha da qual não nos arrependêssemos, e que nos dê segurança a longo-prazo. Alguns fizeram-nos estremecer de dó (tal como nalguns canis). Até que nos deparámos com a Sofia por acaso. Sempre disponível, abriu-nos as portas de sua casa. Foi a festa, num ambiente familiar, ver-me no meio de vários Cavalier’s, grandes e pequerruchos, enquanto bebíamos café e conversávamos sobre isto de se ser dono de um Cavalier.
Senti que estava numa entrevista. Nós escolhê-mo-la, e ela a nós. Acredito que tenhamos nela uma companheira nesta aventura, que a cada dia que passa nos tem orientado no processo de preparação.

A preparação e o dilema da escolha do nome

Tendo em consideração que nem eu, nem o Ricardo – o meu namorado, temos experiência com cães, tudo é uma novidade. Croma como sou, já li tudo o que havia para ler, mas aceito dicas de quem têm na prática os seus truques.
Aos poucos fomos adquirindo alguns utensílios indispensáveis, como as taças para a água e comida, os resguardos, alguns brinquedos e outros afins. A cama vem a caminho, bem como as grades de confinamento durante os primeiros tempos de treino. Faltam-nos ainda a tesoura para as unhas, os pentes apropriados, os champôs e condicionadores. As trelas e coleiras ficarão para depois (…). Há muito ainda por fazer.
Mal podemos esperar. No espaço de um mês teremos aqui por casa uma nova alegria. Um alento que nos ajudará a criar a nossa bolha de amor.

Enquanto isso, temos tido tempo a mais para discutir as milhentas possibilidades de nomes. Na lista constam nomes como Pixie ou Pixel, Spot, Sunny, Minnie, Oscar ou Bennie. As duas primeiras opções vão de encontro às nossas nerdices de velhos tempos: a programação e a fotografia, o que nos agrada; muito embora todas as outras opções estejam de momento em aberto, enquanto não temos um rasgo de luz que nos ilumine.
Queríamos algo original, mas parece-me que será mais fácil escolher o nome de um filho. Até ver, continuamos a aceitar sugestões.

Deixo-vos com a ninhada mais fofa de sempre. A nossa, claro está. Nascida em pleno dia de S. Valentim, e prestes a completar seis semanas de vida. São uns trapalhões que mal se aguentam nas patas e que começaram agora a comer. Segundo consta, cheios de vontade. Infelizmente, não os poderemos visitar. Conforta-nos saber que o nosso pequenote se encontra bem e que não tarda estará por entre nós.

Ps: Acabou de chegar cá a casa o parque com as grades de confinamento. Foi a alegria. Já o montei na varanda e recomendo.

Gostariam de uma segunda publicação sobre os itens que tenho comprado a pensar nas boas-vindas do nosso Cavalier? Que me dizem?

Deixa aqui um miminho. Obrigado.

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